quarta-feira, 12 de agosto de 2009

If I fell in love with you
Would you promise to be true
And help me understand
cause Ive been in love before
And I found that love was more
Than just holding hands

If I give my heart to you
I must be sure
From the very start
That you would love me more than her

If I trust in you oh please
Dont run and hide
If I love you too oh please
Dont hurt my pride like her

cause I couldnt stand the pain
And I would be sad if our new love was in vain
So I hope you see that i
Would love to love you
And that she will cry
When she learns we are two

If I fell in love with you...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Certas coisas acontecem
[umas por acaso, outras previsíveis]
e transformam assim...

um dia de sol CINZENTO,
uma noite de lua cheia RABISCADA

e a cada dia que passa, as poucas coisas importantes te fazem sentido.


"Será um teste de paciência?"
"Será necessário para meu crescimento pessoal?"


E as perguntas rodopiam em nossas cabeças como se fossem piões...



"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração..."


LETRA DE CHICO BUARQUE DE HOLANDA/RODA VIVA

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Uma janela
Um pássaro na janela
O pássaro
A janela

A janela
A janela


Amanhã o pássaro volta...
[ou não]

.
.
.


"Tem momentos na vida em que a gente precisa que o tempo dê um tempo...

E tem coisas que a gente deixa ser por falta de opção, na esperança de que um dia realmente venham a se tornar. Outras a gente deixa ser esperando que não se tornem nunca...
"

sábado, 18 de julho de 2009

Que saudade de mim mesma.

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas nos últimos tempos meu corpo vive distante da minha alma.
Desejos e frustações estão acumuladas como um amontoados de livros no canto de uma estante velha.
O que eu sinto é verdadeiro... mas nem tudo oq é verdadeiro em mim é exposto.
E isso me corroi.
corroi.
corroi.


Até quando meu "sim" querendo dizer "não" vai virar um NÃO?
Até quando meu "não" querendo dizer "sim" vai virar de fato um SIM radiante?

Estou confusa...
cansada do que estou vivendo... de como estou vivendo.
E tudo isso por existir um universo gigantesco de situações "e se?".
Queria não sentir medo de arriscar.
Queria poder mostrar meu olhar que quase ninguém conhece.

**E Queria ser a moça na frente do espelho até pelo menos o inverno passar.

________________________________________
[Situação]

- Mas... porque?
Pensei com sinceridade:
"Porque gosto de você de uma forma que nem sei"
E respondi:
- Porque sim.


(e saí, sem dar nem ser cobrada de maiores e desnecessárias explicações)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Meu Deus... as vezes até eu me choco com a minha capacidade de iludir o mundo quanto ao meu "teórico" equilíbrio.
O mundo desaba, as responsabilidades apertam, tudo acontece e eu, que um dia achei ter em mãos as rédeas da minha vida, noto que estou à mercê dos acontecimentos, e sem o controle de absolutamente nenhum dos meus passos.
É assim que deveria ser mesmo, né? Aliás... sempre foi assim, e eu que fico me iludindo que um dia meus dias foram menos caóticos, menos casuais.

Acontece que me arde ter em mãos um jeito de ficar um pouco melhor, e simplesmente saber que não posso. Esse canto aqui não é mais tão meu ao ponto de poder dizer imensuravelmente do tudo que sinto, sem abusar de direitos que simplesmente não tenho sobre a exposição de determinadas pessoas. Muitas delas. Em especial, essa mesma que você já provavelmente sabe quem é.

Pois se não é direito meu, não farei. E continuarei assim... tonta, cheia de palavras engasgadas que só sei cuspir por aqui, e com esse nó de quem não sabe ao certo um novo lugar para despejar o que sente.

Odeio me sentir nessa situação ... tateando os limites da minha própria vitrine.

sábado, 9 de maio de 2009


A Via Láctea

Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá

Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...

Mas não me diga isso...

Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...

Mas não me diga isso...

É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...

Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...

E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009



SONETO LXX
Se te censuram, não é teu defeito,
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito,
Corvo a sujar o céu que mais esplende.
Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova,
E em ti irrompe a mais pura primavera.
Da infância os maus tempos pular soubeste,
Vencendo o assalto ou do assalto distante;
Mas não penses achar vantagem neste
Fado, que a inveja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita,
És reino a que o coração se sujeita.